Esse tal sonho de felicidade

Da noite vazia não levei mais do que alguns cochilos,
do dia perdido em meio a lamentações, só desespero.

A dor da perda nos faz tão pequenos que não achamos saída.
Os olhos não se cansam de verter lágrimas,
e não há sequer uma palavra que os confortem.
Nem aos olhos e muito menos a alma.

Ó alma aflita, até onde viverá do passado que não se mexe,
ou do futuro que anseia como válvula de escape que não chega nunca.

Até quando a ansiedade fará tanto mal a esse coração?

Por que vigiar a noite se o dia já traz tantas dúvidas?
Onde anda essa tal felicidade cantada por poetas e músicos?

Vou me arrumar, sair e procurar sem receio de parecer tolo.
A alegria breve de um encontrou ou quem sabe um romance ideal.
E se a felicidade me encontrar, já não vai zombar dos meus sonhos,
estarei pronto para viver intensamente cada um deles.

Pois sou exatamente o reflexo desses sonhos enormes,
que carrego em mim sem a menor vaidade,
pois pra mim, eles já são realidade.

Todos os dias, com chuva ou sol, eu vou ser mais feliz!

Eu acredito em você

Paulo Roberto Gaefke

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