Ver mantendo certa distância
Existem duas maneiras de ver as coisas e os fatos: ver de perto e ver a certa distância. Quando vemos de perto, tendemos a ser arrastados pelo 'turbilhão' dos acontecimentos e não conseguimos enxergar a verdade dos fatos. Assim, acabamos mergulhando numa situação caótica e sofremos.
Nossos olhos não conseguem ver os próprios cílio; as pessoas não conseguem ter clara noção dos próprios defeitos; a área junto à base de um farol é escura; o espectador de uma partida de go percebe com maior clareza do que os próprios jogadores o movimento das pedras que poderá trazer a chance de vitória.
Citei esses fatos para ilustrar a verdade de que pessoas não diretamente envolvidos nun caso ou numa situação percebem com maior nitidez os pequenos detalhes que as partes envolvidas. Em se tratando de doeça, se o paciente permanecer o tempo todo pensando em sua enfermidade, será pequena a probabilidade de cura.
Mas se ele afastar da mente a sua doença e, como quem diz: 'Não tenho nada a ver com isso', fizer uma clara separação entre a doença e si próprio,em pouco tempo ocorrerá a cura. É notório o fato de que, tanto na Seicho-No-Ie na Christian Science, quando a pessoa declara para si mesma: 'Doença não existe', 'Corpo carnal não existe' e matém essa fé do fundo de sua alma, ocorre a cura.
Quando compreendemos a inexistência de algo, conseguimos deixar de pensar nele. Angústias e aflições não existem originariamente, mas se manifestam quando a mente se atém a elas. Na verdade, angústias e aflições não passam de produtos de nossa mente.
Quando existe na família alguém que tenha má conduta ou hábitos ruins, o ambiente do lar se torna desagradável. Quanto mais os demais membros da famílis tentam corrigi-lo, mais se acentua o aspecto negativo, em vez de desaparecer. São muitos os casos dessa natureza 'O que se deve fazer em tal situação?' - essa é a questão levantada frequentemente em nossas academias.
Nessas ocasiões, respondo com a expressão budista fushi-zennaku, usado por Shinran Shõnin, que se refere ao elevado estado espiritual que trnscende o bem e o mal. Podemos comparar às nuvens as ilusões do ser humano. Não se sabe de onde vêm as nuvens e para onde vão.
E podemos comparar a Vida do ser humano ao Sol. A beleza dos raios solares se reflete nas nuvens, fazendo-as mostrar cada qual a sua beleza. Também a beleza da Vida do ser humano se reflete na ilusão das pessoas, fazendo-as manifestar diversas formas de beleza.
O pincel na mão do pintor toca a superfície da tela e, graças à resistência que ela oferece, expressa o belo; o Sol expressa, por meio das nuvens, infinita variedade do belo; a Vida do ser humano, refletindo-se nas ilusões das pessoas, mostra ma beleza peculiar, que só é possível conhecer quando se observa a certa distância.
Muitas vezes, as pessoas não conseguem ver, no convívio familiar, o lado bonito e bom do pai, da mãe, do marido, da esposa, do filho, da nora, etc. Isso porque não os vêm a certa distância e estão apegadas aos aspectos visíveis.
O modo de ver da religião é semelhante ao modo de ver de artista, que consiste em observar tudo a certa distância e descobrir em todas as coisas e todos os seres o belo que é a vibração da Vida de Deus, alcançando o elevado nível espiritual de fushi-zennaku, acima explicado.
Nossos olhos não conseguem ver os próprios cílio; as pessoas não conseguem ter clara noção dos próprios defeitos; a área junto à base de um farol é escura; o espectador de uma partida de go percebe com maior clareza do que os próprios jogadores o movimento das pedras que poderá trazer a chance de vitória.
Citei esses fatos para ilustrar a verdade de que pessoas não diretamente envolvidos nun caso ou numa situação percebem com maior nitidez os pequenos detalhes que as partes envolvidas. Em se tratando de doeça, se o paciente permanecer o tempo todo pensando em sua enfermidade, será pequena a probabilidade de cura.
Mas se ele afastar da mente a sua doença e, como quem diz: 'Não tenho nada a ver com isso', fizer uma clara separação entre a doença e si próprio,em pouco tempo ocorrerá a cura. É notório o fato de que, tanto na Seicho-No-Ie na Christian Science, quando a pessoa declara para si mesma: 'Doença não existe', 'Corpo carnal não existe' e matém essa fé do fundo de sua alma, ocorre a cura.
Quando compreendemos a inexistência de algo, conseguimos deixar de pensar nele. Angústias e aflições não existem originariamente, mas se manifestam quando a mente se atém a elas. Na verdade, angústias e aflições não passam de produtos de nossa mente.
Quando existe na família alguém que tenha má conduta ou hábitos ruins, o ambiente do lar se torna desagradável. Quanto mais os demais membros da famílis tentam corrigi-lo, mais se acentua o aspecto negativo, em vez de desaparecer. São muitos os casos dessa natureza 'O que se deve fazer em tal situação?' - essa é a questão levantada frequentemente em nossas academias.
Nessas ocasiões, respondo com a expressão budista fushi-zennaku, usado por Shinran Shõnin, que se refere ao elevado estado espiritual que trnscende o bem e o mal. Podemos comparar às nuvens as ilusões do ser humano. Não se sabe de onde vêm as nuvens e para onde vão.
E podemos comparar a Vida do ser humano ao Sol. A beleza dos raios solares se reflete nas nuvens, fazendo-as mostrar cada qual a sua beleza. Também a beleza da Vida do ser humano se reflete na ilusão das pessoas, fazendo-as manifestar diversas formas de beleza.
O pincel na mão do pintor toca a superfície da tela e, graças à resistência que ela oferece, expressa o belo; o Sol expressa, por meio das nuvens, infinita variedade do belo; a Vida do ser humano, refletindo-se nas ilusões das pessoas, mostra ma beleza peculiar, que só é possível conhecer quando se observa a certa distância.
Muitas vezes, as pessoas não conseguem ver, no convívio familiar, o lado bonito e bom do pai, da mãe, do marido, da esposa, do filho, da nora, etc. Isso porque não os vêm a certa distância e estão apegadas aos aspectos visíveis.
O modo de ver da religião é semelhante ao modo de ver de artista, que consiste em observar tudo a certa distância e descobrir em todas as coisas e todos os seres o belo que é a vibração da Vida de Deus, alcançando o elevado nível espiritual de fushi-zennaku, acima explicado.


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