A autocondenação pelos pecados cometidos e sua finalidade

     Depois que uma pessoa comete um pecado, surge-lhe o desejo de autopunição, do mesmo modo que, quando lançam poeira e lixos na fogueira, levanta-se fumaça. A esse desejo de autopunição damos o nome de "tormento da consciência". Judas Iscariotes, depois de ter vendido Jesus por trinta moedas de prata, foi acometido por um violento tormento da consciência e acabou cometendo suicídio. 
     Mesmo aqueles que não cometeram um pecado tão grave quanto Judas Iscariotes, sentem remorso pelos pecados cometidos. Quando cometemos um pecado, ocorre uma dissonância no interior de nossa alma, e por isso sentimos um desconforto mental e somos torturados pelo remorso. Isso acontece porque sentimos que algo incompatível com nossa natureza divina está em contato conosco. 
     O pecado - tanto em pensamentos como em atos causa sensação desagradável à nossa alma porque não é compatível com nossa natureza divina. Se nossa natureza verdadeira não fosse divina, nossa consciência não se sentiria incompatível com o pecado. A consciência é a manifestação da natureza divina, que constitui nossa essência. 
     No princípio, a dissonância sentida pela consciência ocorre apenas no nível psicológico; mas, pela lei mental segundo a qual "as vibrações da mente sempre acabam por se manifestar objetivamente, tomando aspecto visível e perceptível aos cinco sentidos, e assim começa a surgir na vida concreta sob forma de doença, infelicidade, etc.
     A Seicho-No-Ie exprime isso com a frase : "Tanto o nosso corpo carnal como o ambiente que nos cerca são reflexos de nossa própria mente". A conseqüência de nossos pensamentos aparece objetivamente em nossa vida, tal como a sentença de um julgamento. Portanto, podemos dizer que nosso estado físico e nosso meio ambiente são "sentenças"ditadas por nossa própria mente.

Do livro A humanidade é isenta de pecado - Masaharu Taniguchi

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